Quinta-feira, Dezembro 10, 2009

Lisboa, Reino do Absurdo

Lisboa - Av. João XXI
1 Dez 09
Não contente com usar um parque para motociclos, o condutor dste carro ainda achou que podia dispor do passeio... apesar de ser feriado e, portanto, dia de estacionamento abundante e gratuito.

Quarta-feira, Dezembro 09, 2009

Uma boa notícia


"O Museu de Arte Popular, em Lisboa, vai reabrir em 2010 no edifício onde originalmente funcionou, na zona de Belém, afirmou hoje a ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas.
O Museu de Arte Popular "é para manter-se tal como estava e para o qual foi concebido, dedicado à arte popular portuguesa", disse Gabriela Canavilhas à agência Lusa no final da inauguração de uma nova sala de ensaios do Coro do Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa.
A decisão contraria, assim, a decisão das anteriores tutelas do Ministério da Cultura de adaptar o edifício do antigo Museu de Arte Popular para acolher o futuro Museu da Língua Portuguesa."
LUSA
Mercado da Primavera no Museu de Arte Popular

No Reino do Absurdo e das Leis da Treta

Lisboa - Av. das Forças Armadas
2ª feira, 7 Dez 09, 9h30m
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Para além da certeza da impunidade, o que é que pode levar inúmeros condutores (como o desta carrinha) a descerem toda esta avenida na faixa BUS?!

Criado site sobre o nº 28 da Rua de Alcolena:


http://alcolena28.weblog.com.pt

Parabéns, Cátia Mourão. E FORÇA!

Declaração do ICOM-P







Domingo, Dezembro 06, 2009

Ciclovias - Análise de um caso concreto

NA AV. FREI MIGUEL CONTREIRAS (um frade que parece que nunca existiu - mas isso agora não interessa...) fizeram-se, recentemente, obras para a criação de uma ciclovia.

Para isso:

Do lado Sul (junto à parede da Refer): onde dantes estacionavam 5 carros em espinha, agora só cabem 2 (e às vezes nem isso - como se vê nas duas imagens inferiores). Com o espaço ganho, passou a haver um passeio de 3m de largura (onde quase não passam peões) e uma ciclovia de 2m (onde quase não passam ciclistas).

Do lado Norte: onde dantes havia 2 fiadas para estacionamento, há agora apenas uma. Com o espaço ganho, passou a haver, ao meio, uma zona de gravilha - onde nem a pé se consegue andar.
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Quem quer fazer um balanço das vantagens e dos inconvenientes deste caso - que, quanto a mim, é paradigmático?
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Actualização: não teria sido possível fazer a ciclovia (e até colocar as árvores) sem eliminar lugares de estacionamento? Veja-se o que sucedeu do lado esquerdo (Norte), onde não há ciclovia nenhuma: só aí, destruíu-se uma vintena de lugares de estacionamento (ordenado, legal e pago) para criar uma zona que nem aos peões aproveita.

BARÓMETRO DA MOBILIDADE DEZEMBRO 09

BARÓMETRO DA MOBILIDADE Dezembro 2009.Parceria Jornal de Lisboa e ACA-M (Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados)..

POSITIVO:
Ciclovias, uma boa ideia.
A construção de ciclovias em diversos locais da cidade. A intenção é positiva e não duvidamos que a vontade seja sincera
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NEGATIVO:
Mais segurança
A construção de ciclovias em diversos locais da cidade. É um perigo fazê-las sem introdução prévia de medidas de acalmia de tráfego e sem alteração prévia da semaforização do sistema Gertude. Por outro lado, é irresponsável fazê-las sem atender aos regulamentos nacionais e internacionais próprios. Ocupação de zonas pedonais (Av. Brasil), colocação de muretes de cimento (Telheiras), pintura de chevrons em arruamentos com uma única via (Benfica), são apenas alguns dos muitos erros de concepção das novas ciclovias.
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JORNAL DE LISBOA AQUI:

JdL#23
JdL#23.pdf
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OUTROS BARÓMETROS

O civismo também pode ser "ajudado"


2 Dez 09
HÁ DIAS, divulgaram-se [aqui] algumas fotos que mostravam passadeiras de peões por onde, devido à falta de um simples pilarete (e havendo inúmeros outros, ali em redor), os carros acedem aos passeios, onde estacionam. Em complemento, mostrava-se [aqui] o caso inverso.

De facto, muitas vezes é possível fazer-se mais do que exigir civismo e repressão - pode ser simples 'agir a montante', evitando que as situações surjam.

Veja-se este caso, que mostra o que sucede junto às duas portas das urgências do Hospital dos Lusíadas, para onde os fumadores vão...

Sábado, Dezembro 05, 2009

Bombeiros alertam para risco de sucata em Lisboa

Bombeiros alertam para risco de sucata em Lisboa-PUBLICO

Os Bombeiros Sapadores de Lisboa fizeram ontem uma vistoria a um "depósito de material sucateiro" no Alto do Pina, zona de grande densidade urbana, concluindo pela existência de "elevado risco" de sinistro e salubridade.
O imóvel, a que pertencem um logradouro e duas caves, está repleto de viaturas degradadas e resíduos, servindo uma empresa de peças usadas, ao lado de prédios de habitação onde algumas varandas das traseiras têm ferro-velho ao mesmo nível.
A Polícia Municipal levantou um auto, confirmando que se trata de um "operador de resíduos não autorizado". "Não tem saídas alternativas em cada piso, há uma grande carga calorífica, há muito material altamente inflamável, como sofás, tubos de borracha, pneus, tabliês de plástico. O risco de sinistro é muito, muito elevado", adiantou à Lusa, por seu lado, fonte dos bombeiros, apontando também risco "a nível de salubridade".

Um caso de powerpoint



O "muro da vergonha"- como lhe chamam as comissões de moradores - erguido pela Estradas de Portugal (EP) entre a Damaia e o Bairro de Santa Cruz de Benfica, é irreversível e representa uma alteração ao projecto do último troço da CRIL sobre a qual os responsáveis da empresa e das câmaras municipais não foram chamados a decidir.
(...)
Impacto brutal
Nesse encontro, adiantou Nunes da Silva ao PÚBLICO, "houve a percepção comum de que é preciso apurar responsabilidades" por terem sido divulgadas publicamente imagens de um projecto "que já se sabia que não era viável daquela forma".

Em causa está um conjunto de fotomontagens publicitadas pela EP para antecipar como ficariam alguns dos sítios atravessados pela CRIL, nomeadamente uma que mostrava uma estrada ao nível da entrada dos prédios, com relva no meio e um corredor pedonal a ligar os concelhos de Lisboa e Amadora. Hoje quem passa na Rua de Garcia de Orta depara-se com uma construção em altura, que chega ao primeiro andar dos edifícios fronteiros e cria uma parede de vários metros no quintal de uma fiada de moradias.

"As imagens são terríveis porque não correspondem ao que está a passar-se", admite o vereador Sá Fernandes, que tem os pelouros do Ambiente Urbano e Espaço Público, acrescentando que manifestou aos responsáveis pela obra o seu "desalento" com esta situação.
(...)

Sexta-feira, Dezembro 04, 2009

O Mundo Mix na Lx Factory

Centenária Barbearia Campos, que futuro?


Em vinte e tal anos tenho-a visto ficar mais pobre: os bons barbeiros morreram todos, a clientela é já quase só turística, o fabuloso mobiliário de época tem sido vendido ou partido, os estuques enfolam e até o mais que centenário espelho gigantes (proveniente de afamado bordel do final do séc. XIX) está cada vez mais opaco.

Acresce que os donos, ao que se sabe pouco interessados em propagar o estabelecimento mas antes em fazer bom negócio, o que ajuda à "festa".

A CML pouco se interessa por este Cabeleireiro de Homens que os turistas fotografam à pressa, porque os donos não permitam fotos, a não se por "requerimento oficial".

Ultimamente, o prédio onde está esta pérola do Chiado, tem sido objecto de gula da vizinha Benetton/Ramiro Leão, que lhe pretende fazerum "take over", deitando fora, claro, a pérola aos porcos.

Em tempos esteve montado um andaime (oportunista), que fez com que todos pensássemos que seria desta que o prédio (semi-devoluto e interditado nas traseiras) seria recuperado. Mas qual quê, foi só para fazer publicidade, paga, suponho. De lá saiu e a fachada e a cobertura que se danem no meio das "n" entidades que "tutelam" a Baixa.

Há uma outra curiosidade: no site de uma tal empresa esquisita chamada Diga Lisboa está a ser promovido (não se sabe muito bem por quem e com que base já que na CML nada existe de concreto) um "novo" prédio, corrido a fachada diferente, onde consta (valha-nos isso) a Barbearia Campos, em que moldes, desconhece-se.

A credibilidade da CML também passa por esta barbearia. Vamos a isso?




Foto de Luís Pavão
(Revista do Governo Civil de Lisboa/Set.09)

Quinta-feira, Dezembro 03, 2009

Ficam à porta

Que dizer do ‘espectáculo’ que marcou a entrada em vigor do Tratado de Lisboa? Em primeiro lugar, que foi uma ilustração de um novo-riquismo político sempre dispensável, à qual não faltou o fogo-de-artifício. Quanto aos discursos – excepção feita ao do Presidente da República – foram pobres, muito pobres. Curiosamente, todos os discursos tiveram como denominador comum o de se referirem de forma ‘asséptica’ aos cidadãos, esses cidadãos que estão cada vez mais longe das instituições da União. Importa não esquecer que são os mesmos cidadãos que quando foram chamados a pronunciar-se sobre o dito disseram maioritariamente não ao Tratado ou foram, subsequentemente, forçados a dizer sim, perante a ‘ameaça’ económica. Quanto ao reforço do papel dos cidadãos, por exemplo, basta olhar para o curioso direito de petição que obriga a um número mínimo de um milhão – é isso – um milhão de cidadãos de países da União Europeia, para fazer uma petição, coisa simples, como se imagina. Exemplar exemplo da dita participação...

Mas não faltaram nem festa, nem luzes, ou não se tratasse de dia importante da carreira política do Senhor Primeiro-Ministro, segundo o próprio admitiu. Melhor mesmo (para esta forma de fazer política), era impossível. Dia importante para o Primeiro-Ministro é para ser levado muito a sério, com tudo o que o marketing pode produzir.

O problema é mesmo a substância das coisas, mas quem se importa com isso em dia de festa? Ele há sempre quem goste de estragar a festa e denunciar tanto exibicionismo ministerial. Até porque a crise da democracia, o deficit excessivo, o desemprego que grassa pela Europa fora, a possibilidade de default da dívida soberana de vários países, não vão à festa e a decomposição política da nossa sociedade também não: ficam à porta.

A festa em torno da entrada em vigor do Tratado da União demonstrou que a Europa está doente e que, ao contrário do que afirmam os seus actuais protagonistas, está a ignorar o Mundo. Com honrosas excepções, os actuais dirigentes europeus renderam-se ao dinheiro e persistem em não entender que a Europa perdeu importância política e económica e mais, perdeu cidadania. Ao compararem as Descobertas portuguesas com o actual momento, parecem ter esquecido que as tais descobertas tiveram a génese na fome, na pobreza e na necessidade de encontrar alternativas económicas. Aí, acertaram.




In Correio de Manhã

Quarta-feira, Dezembro 02, 2009

As árvores de novo



Reconhece que pôs o carro à frente dos bois, senhor vereador? Reconhece que o despacho negativo do antigo director do Igespar se referia a toda a intervenção ? "Não reconheço uma coisa nem outra", responde José Sá Fernandes. Na sua leitura, o documento não deixa dúvidas quanto à intenção de Elísio Sumavielle. "Para mil isso é clarísssimo. O primeiro parecer era favorável à vegetação e foi aprovado", afirma. O autarca sustenta, aliás, que não tinha nada que pedir parecer para a requalificação do coberto vegetal do jardim e que o fez apenas "por cautela". Confrontado com o facto de Sumavielle dizer que não aprovou o conjunto da intervenção, o autor das muitas acções populares que fizeram parar várias obras em Lisboa, no tempo der Santana Lopes, por irregularidades administrativas, manteve a sua posição: "O despacho é clarísssimo."
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Obras no Príncipe Real aprovadas anteontem, em horas, pelo Igespar -PUBLICO
Quando a polémica intervenção no jardim se iniciou há duas semanas, só havia um parecer do instituto, datado de Maio. Dizia assim: "Na presente fase não aprovado"
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Especialistas dizem que abate de árvores foi acertado

Terça-feira, Dezembro 01, 2009

Pilaretes no enfiamento das passadeiras: um mal menor?

Av. João XXI, junto à Praça do Areeiro
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Av. João XXI, junto à Rua Wilson
Esta parece ser a única passadeira, desta extensa avenida, que não foi protegida com pilaretes (o que sucedeu de ambos os lados)
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Av. João XXI, junto à Rua Oliveira Martins
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HÁ QUEM se queixe que os pilaretes colocados no enfiamento das passadeiras podem ser incómodos para os peões, que neles se podem magoar. Na minha opinião, são um mal menor, comparado com o que "lá aparece" quando não existem.

Parece ser um bom tema para discussão, que aqui se propõe.

Uma 'dica': comparar o estorvo provocado pelos pilaretes da 1ª e da 3ª fotos com o causado pelos mupis, bocas de incêndio, caixas de correio, candeeiros, vasos, buracos não tapados, abrigos da Carris, cadeiras de esplanadas, placards publicitários, parquímetros, caixotes do lixo, caixas da EDP e da TV-Cabo, quiosques, tapumes, tocos de árvores, lixo sortido, caca de cão, canteiros-cratera- já para não falar dos motociclos, carros, carrinhas, jipes, camionetas, autocarros...

(*) - Um conjunto de duas dúzias de fotografias (tiradas recentemente, e todas nesta zona) pode ser visto [aqui].

Segunda-feira, Novembro 30, 2009

O Zé e as árvores que não buzinam


Moro a dois passos da Praça de Alvalade, zona que tão maltratada tem sido pela Câmara Municipal de Lisboa. Mas nem eu, que já vi acontecer um pouco de tudo nesta cidade e que praticamente deixei de acreditar em qualquer palavra de qualquer político, imaginava o que acaba de suceder: as laranjeiras que há quatro décadas ornamentavam a praça acabam de ser arrancadas por decisão do município. Primeiro desapareceram as da ala nascente, agora foram derrubadas as da ala poente. Deixou de haver laranjeiras na Praça de Alvalade. Eram um património vegetal inestimável da cidade de Lisboa, um autêntico ex libris do género na capital. E foram retiradas ainda carregadas de laranjas: bem as vi há dias, pouco antes do blitzkrieg determinado pelo vereador encarregado dos espaços verdes de Lisboa, José Sá Fernandes, com a ordem para o seu abate a pretexto do "arranjo" da praça. Quase em segredo, sem consulta de espécie alguma aos habitantes da freguesia. O "arranjo", na capital menos arborizada da Europa, é um eufemismo para aumentar o espaço empedrado no passeio - isto é, proporcionar mais uns quantos lugares de estacionamento ilegal à custa dos direitos do peão e do equilíbrio ecológico da cidade. Estando os cofres camarários sem um vintém, como António Costa não se cansa de repetir, percebe-se mal que ainda haja verba para gastar nestas operações cosméticas destinadas a substituir árvores por pedras. Tornando Lisboa uma cidade mais feia e mais inóspita.
Esta sanha contra os espaços verdes do vereador Sá Fernandes, que também acaba de autorizar o derrube de pelo menos 46 árvores no jardim do Príncipe Real, a pretexto de que estavam "doentes" (como se tantas árvores pudessem "adoecer" ao mesmo tempo, no mesmo local), esbarra com a tradicional apatia dos lisboetas: ninguém protesta, ninguém se indigna, ninguém se insurge.
Se fosse no Porto, onde o bairrismo é uma bandeira, bastaria a suspeita de que estaria em marcha uma operação lesa-ecologia como esta para Sá Fernandes encontrar pela frente uma acção de embargo, que lhe pudesse travar o passo. Ele sabe bem o que isso é, aliás: antes de fazer parte do poder camarário distinguiu-se como o maior embargador da capital. Não na defesa dos interesses da cidade, como agora se comprova, mas na defesa dos seus interesses políticos.
"Tanto que fazer e metem-se com as árvores. Deve ser por não buzinarem", como escrevia aqui há dias, sabiamente, a Maria Isabel Goulão. Definitivamente, este Zé inimigo das árvores não fazia falta nenhuma a Lisboa.

Imagem: as laranjeiras que já não há, no blogue Amigos do Botânico.

Desafio «É bom observador?»

28 Nov 09
PERGUNTA-SE: em termos 'rodoviários', qual a diferença entre o que se vê nesta foto e o que se pode apreciar nas equivalentes, afixadas no mês passado [aqui]? E em termos de resultados concretos?

Um exemplar do livro As Boas Consciências será enviado a quem der uma resposta certa e completa, nomeadamente à 2ª questão (resultados concretos).

Actualização (10h52m): a resposta certa e completa foi dada por Miguel, como se pode confirmar [aqui]. Tem 24h para escrever para premiosdepassatempos@iol.pt, indicando morada para lhe ser enviado o livro.

Sábado, Novembro 28, 2009

Não se metam com as árvores


Não se metam com as árvores. Tratem dos carros, um dos principais problemas desta cidade. E logo ali no Príncipe Real, um mimo de ordenamento e disciplina viária....
Tratem das cargas e descargas, dos passeios ocupados pelo cidadão-carro, empurrando os peões para o meio da estrada, tratem das 2ªs filas, da calçada, tratem de punir o número cada vez maior de gente a falar ao telemóvel, dos que passam sinais vermelhos, da ocupação obscena das vias de emergência (eixo norte-sul, saída Alcântara), tudo isto com a complacência e inércia das autoridades e dos cidadãos convencidos que são donos do espaço público.
Tanto que fazer e metem-se com as árvores. Deve ser por não buzinarem.
Entrevista de Nunes da Silva, Vereador da Mobilidade da Câmara de Lisboa, ao Público:
(...)
O projecto em execução na CRIL é uma boa solução?

O projecto em execução é um verdadeiro crime. Acho lamentável que colegas meus inscritos na Ordem dos Engenheiros aceitem ser autores de um projecto daqueles.

Porque é que é um crime?

Porque não é admissível que em pleno século XXI se façam obras que emparedem zonas urbanas. Um grande engenheiro que está na Câmara de Lisboa, que é neste momento meu assessor, disponibilizou-se a trabalhar com a Câmara da Amadora, comigo e com o arquitecto Bruno Soares para encontrar uma solução que era viável do ponto de vista viário, do ponto de vista urbanístico e paisagístico. Tivemos um presidente da Estradas de Portugal com quem foi possível dialogar, que é o engenheiro Laranjeiro, que teve a coragem de perceber o que estava em jogo e ir contra aquilo que era toda a máquina que estava montada. O problema é que o engenheiro foi afastado e o projecto que está em execução não tem nada a ver com o que foi acordado, é outro completamente diferente que não se sabe muito bem porque é que aparece.
(...)
Continue a ler:

Pode o Estado pôr vidas em perigo para salvar o país?


HOJE, duas viaturas oficiais, em óbvia velocidade excessiva - mesmo para viaturas oficiais que atravessam cidades em excesso de velocidade - envolveram-se numa grave e aparatosa colisão com outras viaturas em plena Avenida da Liberdade, no coração de Lisboa.
Estes são, tanto quanto podemos apurar, os factos.

Há anos que, motivada por semelhantes ocorrências, a ACA-M pede ao governo a instalação de tacógrafos nas viaturas oficiais do Estado. E há anos que pedimos ao Ministério da Administração Interna que nos esclareça o âmbito e os limites do conceito de "marcha urgente de interesse público".

Foi decente da parte do Sr. Ministro da Administração Interna visitar as vítimas do seu gabinete no hospital.

Mas não podemos esquecer que este "acidente" poderia ter sido evitado se, entrementes, o mesmo ministro já tivesse ordenado a instalação de tacógrafos nas viaturas oficiais, e definido em que condições podem as viaturas oficiais percorrer ruas e estradas do país em excesso de velocidade.

E talvez as consequências não tivessem sido tão gravosas se as mesmas vítimas tivessem tomado a precaução mínima de usar o cinto de segurança.

Parece muito estúpido circular em excesso de velocidade numa via principal da cidade de Lisboa. E parece muito irresponsável pôr vidas em perigo numa sexta-feira à tarde. A menos que o interesse nacional esteja em causa. E essa é a pergunta a que urge responder: estava? Aquelas duas viaturas oficiais que colidiram iam salvar o país?

Mesmo nos casos em que há vidas para salvar ou cidadãos para proteger - uma ambulância com doentes ou feridos graves, uma viatura em perseguição policial - os condutores estão obrigados a salvaguardar a vida e segurança dos transeuntes.

Nos casos em que governantes e dirigentes estatais exigem aos seus motoristas ser conduzidos em excesso de velocidade - apenas para chegar a horas a uma qualquer cerimónia de tomada de posse de governadores civis, por deficiente gestão do seu tempo - não há qualquer justificação plausível para um tal comportamento rodoviário. Sobretudo quando o ministro da tutela e o primeiro-ministro estão alertados - e requeridos - há três anos para a necessidade urgente de combater tal comportamento, não apenas entre os membros dos seus gabinetes mas na administração pública em geral.

Leia os nossos comunicados e requerimentos de 2006, emitidos a propósito do caso que envolveu o ex-ministro da economia e inovação, Dr. Manuel Pinho:

Excesso de Velocidade na Economia
Pelo Fim da Impunidade das Viaturas Oficiais

Sexta-feira, Novembro 27, 2009

Recordando

UMA CRÓNICA de Joaquim Letria, a propósito dos desaparecidos cinemas de bairro de Lisboa, pode ser lida [aqui].

Quinta-feira, Novembro 26, 2009

Anais do Município de Lisboa (1949-1958)

No seguimento da digitalização do fundo institucional (periódicos editados pela CML) existente na colecção da Hemeroteca Municipal de Lisboa noticiamos aqui a continuação deste processo e a disponibilização em linha de mais 10 anos dos Anais do Município de Lisboa, referentes aos anos de 1949 a 1958. Os Anais, que começaram a ser publicados a partir de 1939, e que continuaram o Anuário da Câmara Municipal de Lisboa (também já disponível na Hemeroteca Digital, aqui), são uma das fontes impressas mais importantes para o conhecimento da actividade do município antes de 1974, seja pelos relatórios da presidência e das direcções dos serviços que fornece, seja pela súmula dos “principais” acontecimentos que reúne, seja ainda pelos preciosos dados estatísticos que faculta ao investigador. Um “mar” de informação a não perder, aqui, na sua Hemeroteca Digital. [...]

Quarta-feira, Novembro 25, 2009

A anedota do dia

O Smart foi multado pela EMEL; à carrinha não sucedeu nada
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Fiscal da EMEL multa um carro que não tem o pagamento regularizado; em seguida, vai-se embora, ignorando a carrinha que está a bloquear uma saída de um pátio com estacionamento (Art. 50), uma camioneta em 2ª fila, etc.
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Fiscais da EMEL multam um carro que não tem o pagamento regularizado; em seguida, vão-se embora, ignorando a camioneta que está mesmo ali ao lado
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TODAS estas fotografias (escolhidas ao acaso nos gigantescos arquivos intitulados No Reino do Absurdo e No Reino das Leis da Treta) mostram um bem conhecido padrão de comportamento por parte dos fiscais da EMEL - uma empresa que parece mais apostada em fazer parte do problema do estacionamento em Lisboa do que da sua solução.

É, por isso, digno de homérica gargalhada a notícia de que os respectivos funcionários fazem hoje greve!

Alinhar ao centro

Domingo, Novembro 22, 2009

ATÉ SEMPRE, JORGE!

Amigo do seu amigo, honesto, frontal e lutador até ao fim.

Nunca desistiu de lutar contra a terrível doença que o minava, tendo sempre fé, que se manteve até ao último dia, de que haveria de recuperar.

Cada vez sinto mais a tua falta, AMIGO!

Sábado, Novembro 21, 2009

Jorge

Até já.

Um adeus a Jorge Ferreira


Um bom amigo, de quem gostava de ter sido mais amigo ainda e há mais tempo. Co-fundador deste blogue, criado muito por força do fecho voluntário do seu sempre memorável Olissipo. Desaparece nesta época horrível chamada Outono. Adeus amigo, são e frontal.

O Carmo e a Trindade

Morreu o Jorge Ferreira, um dos fundadores deste blog.

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.Deixo um texto do Pedro Correia, que para a morte já me vão faltando as palavras.