Domingo, Novembro 15, 2009

Ontem à tarde, na "finíssima" Praça de Londres

Com a gestão do estacionamento, ali na zona, entregue aos arrumadores, os carros já estacionam em fila!
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Uma cidade desmazelada, caótica e de gente desenraizada
e de onde - quantas vezes! - só apetece FUGIR!

Sexta-feira, Novembro 13, 2009

Outro mistério...

12 Nov 09 - Esquina da Av. Roma com a João Villaret
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TENDO esta zona sido completamente vedada com pilaretes (e sendo a Rua João Villaret de sentido único - da esquerda para a direita), alguém sabe como é que esta carrinha chegou ao sítio onde foi fotografada?

Terei cara de polícia?

COM ESTA, foi a 5ª vez, em pouco tempo, que sucedeu comigo uma cena curiosa:

Quando começo a tirar fotografias a carros em estacionamento selvagem, se os condutores - que estão dentro dos carros - se apercebem disso, põem-se, quase sempre, a mexer dali para fora...

Quinta-feira, Novembro 12, 2009

Critérios e descritérios...


ONTEM à tardinha, em hora de grande movimento, o reboque da Polícia Municipal de Lisboa que se vê na imagem de baixo esteve tempos infinitos a ocupar uma das duas únicas faixas existentes nesta zona da Av. de Roma - provocando a perturbação no trânsito que se imagina.

A ideia - decerto muito louvável! - era rebocar um carro que estava estacionado em local destinado a cargas e descargas (o que acabou por não ser feito, porque o condutor apareceu entretanto).

É bem feito! O automobilista tinha obrigação de saber que, nesta avenida, se tivesse colocado o carro em cima do passeio, ou numa paragem de autocarros, ou numa placa central ou num lugar para deficientes ou mesmo à porta da Assembleia Municipal de Lisboa... talvez tivesse mais sorte.

Quarta-feira, Novembro 11, 2009


À semelhança de anos anteriores, a ESTRADA VIVA – Liga contra o Trauma irá promover, no próximo Domingo, dia 15 de Novembro, a celebração do Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada, em várias localidades do país.
A cerimónia central, onde as várias organizações-membros da ESTRADA VIVA se encontrarão reunidas, terá lugar este ano em Sintra, em colaboração com a autarquia local.
Mais informações: site ACA-M
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Materiais de Campanha
spot rádio
spot televisivo
MUPI

Os responsáveis por isto são pessoas bem concretas. Não têm vergonha na cara?!


Hoje (ou há 4 anos?) na Av. Almirante Reis, junto ao n.º 248
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COMO decerto terão notado os mais atentos, a cena passa-se no mesmo local já referido [aqui] e [aqui] - nada que tire o sono a quem "faz" nem a quem "deixa fazer".

É por estas e por outras que, para mim, é absolutamente igual ao litro que a autarquia alfacinha seja gerida pela esquerda ou pela direita.

Segunda-feira, Novembro 09, 2009

Os que "fazem" e os que "deixam fazer" estão bem uns para os outros, não estão?


Lisboa, Av. Almirante Reis, junto ao n.º 248

ESTAS FOTOS
vêm na sequência de outras semelhantes publicadas [aqui], e foram tiradas, há poucos minutos, exactamente no mesmo local
. O que é espantoso, em todos estes casos, é o misto de naturalidade e resignação com que estas pessoas enfrentam estas situações!

(Pelo que percebi, o senhor da foto da direita, depois de hesitar um pouco, desistiu de ir em frente - preferindo atravessar, mesmo fora da passadeira, para o outro lado da avenida).

Domingo, Novembro 08, 2009

Como basta uma pessoa para bloquear uma das entradas da capital de um país europeu

Ainda havia um 3.º autocarro, à frente destes, e que não ficou na foto
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Av. de Roma - 5 e 7 Nov 09
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AMBAS AS FOTOS se referem à mesma paragem da Carris, e documentam um problema já muito antigo. A de cima não está muito boa, mas para o que se pretende serve perfeitamente:

O desafio que se coloca aos leitores consiste em dar uma explicação para o facto de haver tantos carros que, neste local, estacionam exactamente onde causam maior transtorno (a meio da paragem), quando o poderiam fazer (vá lá, com um pouco de tolerância...) num extremo - onde, pelo menos, não provocariam os engarrafamentos que se sabe.
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NOTA: pelo que também tenho podido observar ao longo dos anos (!!), julgo que a resposta certa (que será aqui apresentada - juntamente com uma 3ª foto) foi a que me deram dois agentes da Polícia Municipal com quem, precisamente num destes dias e perto deste local, discuti o assunto. O prémio, para o 1.º leitor que acertar na resposta, será um exemplar de Cidade Escaldante (de Chester Himes).
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Actualização (20h44m): a resposta certa foi dada às 20h19m, como se pode confirmar [aqui]. Pede-se ao leitor que a deu que, nas próximas 24h, escreva para premiosdepassatempos@iol.pt indicando morada para envio do livro.

Sábado, Novembro 07, 2009

BARÓMETRO DA MOBILIDADE Novembro 09

BARÓMETRO DA MOBILIDADE Outubro 2009.Parceria Jornal de Lisboa e ACA-M (Associação de Cidadãos Auto-Mobilizados).. (Autoria: Carlos Mendes)
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POSITIVO
Ciclovia em Benfica
A ideia de uma ciclovia em Benfica. Recentemente, apareceram nas estradas de Benfica marcações indicando faixas para circulação de bicicletas. As marcações, além de apontarem caminhos possíveis para outras zonas periféricas da cidade, sinalizavam também a aproximação de eleições autárquicas e pretendiam provar a existência de políticas de mobilidade na cidade. Com um traçado discutível e rara utilização por ciclistas, assemelham-se sobretudo a uma intervenção artística em grande escala no asfalto — arte “pública” intrigante para peões e condutores — ou a uma campanha “de sensibilização”, mais do que serem capazes de alterar hábitos de circulação.
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NEGATIVO
“À la gardére”
O estacionamento sem regra não é excepcional em Benfica,onde vivo. Na cidade, tornou-se ubíquo, um quase património transmitido por gerações de automobilistas,sentido como um direito adquirido. Lisboa podia, sem nenhuma falsidade, ser promovida como
cidade amiga do automóvel e tolerante com os condutores. De qualquer modo, a Rua Professor Santos Lucas, paralela à Avenida do Uruguai, em que a profusão de carros estacionados na via dá a sensação de eterno engarrafamento,é uma ilustração muito eloquente da imobilidade das autoridades.
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Outros barómetros aqui
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JORNAL DE LISBOA
NOVEMBRO 09

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

Ritz Clube. Att. da CML:






Hoje está à venda, como se atesta aqui, descrito como "oportunidade a não perder".

Em 2005 eram só esperanças, houve protestos e mobilização mas a CML, nicles, chutou para o lado, apesar do imóvel ter estado para ser classificado, até que há pouco tempo o IGESPAR decidiu encerrar o processo de classificação em curso.

É uma pena que estando o Plano de Pormenor do Parque Mayer não tenha em consideração esta sala carismática da "noite lisboeta" quando ela até está a pouquíssimos metros da zona abrangida pelo PP, i.e, na Rua da Alegria. Que diabo, não há forma de salvar aquilo?


Fotos: antigas e recentes

Casa da Rua de Alcolena / É preciso não desmobilizar (1)





No Reino do Absurdo



Lisboa, Av. Almirante Reis, junto ao n.º 248
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QUANDO ontem, ao fim da manhã, estas fotos foram tiradas, a Polícia Municipal estava tão perto que quase aparecia nas imagens. Há, no entanto, uma explicação lógica para não ter actuado. Qual é?

Actualização: a resposta pode ser vista [aqui].

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Outono

As más notícias de pedidos de insolvência, de aumento do desemprego e do aumento do deficit continuam.

Sucedem-se igualmente as notícias de tráfico de influências, corrupção, estranhas participações em negócios e do muito deslumbramento que caracteriza um certo arrivismo. O País está muito pouco frequentável, convenhamos. Tudo parece enredar-se em todos, como se a normalidade podre fosse o estado normal da coisa e ante ela fosse possível apenas encolher os ombros, onde já nada espanta. Somos demasiado fatalistas.

Permito-me apenas uma pergunta (aparentemente ingénua): para quê? Alguém pensa no que restará deste País, sem rumo, empobrecido e cheio de vícios? E não são ‘apenas’ os que aqui se deixaram descritos, são também os vícios dos jogos políticos e das tácticas políticas, que não só nos impacientam – já não divertem nem têm qualquer aspecto lúdico – antes entristecem profundamente.

Além disso, são perceptíveis à primeira, o que significa que também não têm propriamente a qualidade que os seus fautores desejam e com que se parecem divertir.

Vivemos um duríssimo Outono político, económico e social, muito perto de se tornar um ‘Inverno Siberiano’.

Não por muito tempo, as poucas receitas da pouca produtividade e o endividamento estrangeiro vão permitir manter prestações sociais. E isso, numa sociedade desestruturada e sem iniciativa como a nossa (pouco empreendedora como agora se gosta de dizer), pode trazer, seguramente, convulsões sociais de uma dimensão próxima da, aqui sim, ‘tempestade perfeita’.

Ainda se tivéssemos um Governo que pudesse ser exemplo, com projectos de referência... mas não, salvo as honrosas excepções, que apesar de tudo existem, mas que provavelmente sofrerão na carne a recusa dos sonhos e daquilo em que acreditam.

É certo que ainda há ilhas de seriedade, de competência e até de excelência, mas são ilhas e não mais do que ilhas. De resto nem sempre bem-vistas, quando não castigadas.

Começa a ser muito estreita a porta da viabilização do País. O maior Partido da Oposição pode, por isso, vir a ser uma esperança ou mais do mesmo.

Esperamos que uma esperança, mas não uma esperança vazia e que se esgote nisso, antes uma esperança com soluções, muito para lá da busca e da conquista da mera titularidade do Poder.



In Correio da Manhã

«Pilaretes, sim ou não?» Uma falsa questão

NO SEGUIMENTO de outros exemplos, que já se mostraram [aqui], esta foto, tirada na Av. João XXI, documenta bem como é possível obter o mesmo efeito dos pilaretes sem recorrer a eles.
Além disso, o passeio (à semelhança da placa central) é sobreelevado, uma solução que, só por si, seria suficiente (além de desencorajar os peões a atravessarem fora das passadeiras).

Quarta-feira, Novembro 04, 2009

A saga de um herói solitário

Situação habitual
Repare-se no lugar vago do lado esquerdo da foto
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16 Out 09
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31 Out 09 - situação "normalizada"
Logo atrás da camioneta, vê-se (em 2.º plano, junto ao semáforo) o herói da história, já colocado fora de combate
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NOTA: este caso já aqui foi referido (e algumas fotos já aqui afixadas), mas como os pilaretes são tema do programa «Nós por cá» de ontem e de hoje, aqui fica a sequência completa de fotos que enviei para lá.
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A de cima mostra a situação habitual na esquina da Av. Roma com a R. Frei Amador Arrais. A 2ª mostra como deveria ser sempre - o que só foi conseguido graças ao pilarete-pirata que se vê na foto do meio, e que alguém ali colocou de noite (cravado com um prego...).
Ao fim de duas semanas, "outro alguém" se encarregou de o arrancar, pelo que a "normalidade foi reposta" - tendo-se voltado à situação da 1ª foto...
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NOTA: para aqueles (como os responsáveis do «Nós por cá») que se horrorizam com os pilaretes, [aqui] fica uma colecção de fotos em que se mostra como há inúmeras alternativas (passeios sobreelevados, vasos, árvores, canteiros, bancos, mupis, candeeiros, estátuas, etc).

Mesmo a propósito

Chegado por e-mail:

Relatório de Auditoria nº 30/2009 - 2ª Secção
AUDITORIA À CARRIS, SA
Transportes Públicos Urbanos na Cidade de Lisboa.

Disponibilizado em 2009/11/02

Terça-feira, Novembro 03, 2009

Faixa em-BUS-te?


Faixa BUS da Rua do Ouro, esta tarde
(Clicar na foto de baixo, para a ampliar)

Domingo, Novembro 01, 2009

Entretanto, lá pelo Porto...

"Suspenso engenheiro da Câmara do Porto suspeito de corrupção- PUBLICO

PJ apanhou funcionário a pedir mais de 300 mil euros a responsáveis de empresa que prometia beneficiarUm engenheiro da Câmara Municipal do Porto foi ontem suspenso de funções pelo Tribunal de Instrução Criminal do Porto, depois de anteontem ter sido detido pela Polícia Judiciária (PJ) em flagrante delito, a pedir mais de 300 mil euros a responsáveis de uma empresa que prometia beneficiar num concurso público para a manutenção e instalação de semáforos da cidade. O funcionário é chefe da divisão de intervenção na via pública e, segundo um comunicado da autarquia, teria entrado nos quadros técnicos da câmara através de concurso público, há dois anos.

A operação da PJ decorreu de uma queixa da empresa ao presidente da câmara, Rui Rio, que, por sua vez, denunciou a situação ao director nacional desta força policial. "No mesmo dia em que tomou conhecimento da alegada tentativa do funcionário para obter dinheiro em benefício próprio, o presidente contactou o director nacional da PJ, que de imediato destacou uma equipa de inspectores para averiguar os factos", lê-se numa nota do município. Tal terá acontecido na segunda-feira seguinte às eleições autárquicas, 12 de Outubro. "Em praticamente duas semanas os investigadores desenvolveram uma operação que levou à confirmação das referidas suspeitas, e consequente detenção do denunciado", vinca a autarquia. O concurso público internacional em causa teria um valor superior a três milhões de euros. Mariana Oliveira "

Sábado, Outubro 31, 2009

No seguimento do 'post' anterior

NÃO SE PENSE que eu estava a criticar o agente da PSP que referi no post anterior. Na realidade, quando eles são requisitados para fazerem determinados serviços, não estão autorizados a fazer mais nada. Um caso típico é o que se passa na esquina da Av. de Roma com a Av. João XXI (na foto), onde há sempre um polícia de serviço à ourivesaria:

Mesmo ali ao lado, os carros estacionam na paragem da Carris sem que eles intervenham - ou façam um sinal, sequer.
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Há um par de anos, na Av. de Berna (à porta da Embaixada da R. P. de Moçambique), perguntei ao agente que lá estava de serviço porque é que não fazia nada em relação a um carro que acabava de estacionar em cima do passeio, mesmo "nas suas barbas".

Deu-me uma explicação curiosa: os agentes da DT da PSP tinham ordens para deixar a repressão do estacionamento selvagem ao cuidado da CML!
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NOTA: Acerca deste problema, ver o texto Segurança Especializada - [aqui].

Pois há...

29 Out 09
Esquina da Frei Amador Arrais
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30 Out 09
(idem)
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31 Out 09
Esquina da Óscar Monteiro Torres
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31 Out 09
Esquina da Infante D. Pedro
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QUANDO HOJE vi este senhor, de cadeira de rodas, a circular em plena faixa de rodagem da Av. de Roma, ainda comecei por pensar que ele queria atravessar para o outro lado. Nada disso! Ele prosseguiu por ali fora, e imagino que o tenha feito pelos motivos que todos conhecem.
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Curiosamente, encontrei ali perto um agente da DT da PSP, que estava a acompanhar os trabalhos de uma camioneta de mudanças. Fui ter com ele, e meti conversa ainda a tempo de lhe mostrar o inválido, que seguia pela avenida acima, e explicar-lhe os motivos por que isso sucedia.

«Há coisas extraordinárias!» - comentou ele - «De facto, há coisas extraordinárias!»

E mais não disse nem pôde fazer pois, como se sabe, os agentes que estão de serviço a uma determinada tarefa não podem (nem devem...) desviar-se dela.

Sexta-feira, Outubro 30, 2009

"Facturar uns cobres" ou "resolver o problema"?

TEM-SE AQUI referido, e sempre em termos elogiosos, a medida (que só peca por tardia) de colocar pilaretes nos estacionamentos para motociclos, impedindo a sua utilização abusiva por carros. E também se referiu o caso estranho do parque junto ao Vá-vá (onde, ao contrário do existente junto ao Luanda, isso não foi feito), e onde a Emel... multa.
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Esta foto foi tirada há um par de dias no parque para motociclos existente junto à piscina municipal do Areeiro, um outro local "esquecido".
Fica a eterna questão: o que será melhor: impedir ou punir?

Ou antes: se, nestes casos (e como se tem provado), é possível resolver o problema do estacionamento abusivo de uma vez por todas (libertando estes meios repressivos para onde, de facto, fazem falta), porque é que isso não é feito?

Quinta-feira, Outubro 29, 2009

A Tomada de Lisboa

No Domingo Ilustrado-----------------------(clicar nas imagens)

E agora? (2)




Estes candeeiros pindéricos, de fancaria, substituiram muito recentemente (aproveitando a recente campanha eleitoral) os de marmorite da Rua João Villarett e os que estavam junto ao Cinema King, prosseguindo assim uma empreitada que paulatinamente tem vindo a destruir património histórico de Lisboa (que é disso que se trata), ano após ano, bairro a bairro - lembro que a coisa começou há mais de 10 anos, mas tem vindo a agudizar-se mais recentemente, na zona da Av.Cinco de Outubro, por exemplo, para depois ser suspensa (por 3 vezes foi suspensa e por 3 vezes voltou a reacender-se, até que o foi definitivamente até há dias) na zona do Areeiro.

As desculpas tinham/têm sido sempre as mesmas: equipamento obsoleto, não respeito por normativas europeias, ameaça de tombarem sobre a via pública, portinholas estragadas com os fios à vista e, por fim, iluminam mal.

Bom, esqueceram-se/esquecem-se sempre de dizer que o equipamento nunca foi objecto de manutenção (nem sequer a companhia que o fabricava, e fabrica, foi contactada alguma vez para fazer a manutenção), os candeeiros de marmorite cumprem com os requisitos da Norma EN 40- Part 4-2005 (incluindo o requisito referente ao impacto, com um IK normalizado de 0,8), nunca houve qualquer registo de candeeiros a cairem sobre a via pública (mesmo com abalroamento de carros, eles resistem mais do que os de chapa galvanizada), as portinholas podem ser substituídas por modelos actualizados segundo os mesmos critérios das DMA-EDP, e aplicáveis a todos os candeeiros (basta para isso pedir a sua reparação), todos os modelos de mamorite (moldes de colunas e respectivos acessórios) têm vindo a ser adaptados na linha de montagem com vista a poderem ser introduzidas novos equipamentos eléctricos ("coffrets”, luminárias, etc…) de acordo com as DMA-EDP actualizadas, e que nos locais fora de Lisboa onde essa manutenção tem sido feita a população tem sido a primeira a elogiar.

Mas, esqueceram-se do essencial, sempre: os candeeiros de época são património da cidade e de todos nós. São além disso parte integrante do bairro em que se inserem. E isto tantos e aplica a candeeiros, como a colunas como a consolas. Há que ter respeito, bom senso e cuidado, portanto, quando se intervém na iluminação pública.

Lisboa está cheia de aberrações a esse nível: Praça Afonso de Albuquerque, Príncipe Real, Avenidas Novas, Alvalade são exemplos recentes.


Fotos: TMS

Articulem-se

E agora, que políticas públicas? Para já, uma certeza: os recursos são dramaticamente escassos dado o pouco que produzimos. Tudo isto sai agravado pelo muito que importamos, quase tudo. E esta realidade limita o êxito das necessárias políticas públicas sociais.

A desarticulação das várias políticas públicas, quando não o próprio antagonismo entre elas, ainda que sob o chapéu do mesmo Governo, tem sido uma constante dos últimos anos, o que explica muito do desnorte que o País vive.

Não tem havido maturação suficiente para articular, por exemplo, as Finanças com a Economia e o Ambiente, nem a Educação com as verdadeiras necessidades de recursos humanos do País. Basta olhar para o número de licenciados no desemprego, sem necessidade, aqui, de análises mais profundas, num País em que ainda se faz tudo para ter o direito a um "sr. dr." (que no resto da Europa só cabe mesmo aos médicos) e que aqui de pouco vai servindo, apesar do deslumbramento de uns tantos com o dito título.

Pensar nas razões do abandono escolar, com taxas muito elevadas e oferecer cursos profissionalizantes, seria importante. Qualificar as Universidades também (não temos nenhuma nos rankings internacionais).

E já que somos tão bons na arte de improviso, talvez não fosse mau dar um incremento à Investigação em vez de destruir instituições reconhecidas que a faziam.

Saber o que produzir, aproveitar os clusters marinhos que estão abandonados. Investir muito nas estruturas e equipamentos de proximidade, o que baixa os custos, ao invés do investimento só em monstruosos equipamentos longe das populações, o que aumenta os custos.

Mas, insisto, tudo isto tem de estar articulado. Não é cada Ministro para seu lado, como se um Programa de Governo não tivesse de provar essa necessidade de articulação. Definitivamente, o que não basta é o mero elencar daquilo que cada Ministro pretende fazer, como é hábito.

Aliás, infelizmente não foi com espanto que ouvi um Ministro recém-empossado afirmar que cumular duas pastas seria quase antinatural, porque o responsável pelas Finanças deve dizer não... aos demais responsáveis.

É esta cultura que nos leva a lado algum. Se houver um programa articulado, há que dizer não ao que não está no programa e sim ao que nele está, se o programa for sério, claro está, mas essa já é outra questão, embora seja pressuposto de tudo o que aqui vai escrito.





In Correio da Manhã

Charutada desavergonhada?

A Havaneza devia ter vergonha e ter colocado, sim, no seu pomposo site o que está a fazer ao interior da sua loja do Chiado. Que eu saiba, o que ela tinha visto ser aprovado na CML, tinha sido um projecto de alterações única e exclusivamente para a sua montra (Proc. Nº 744/EDI/2007). Mas o que se vê neste preciso momento dá a ideia de estar a ser levada a cabo uma DESTRUIÇÃO TOTAL DO SEU INTERIOR. Ilegal, portanto. Ainda por cima, o que lá estava (armários em madeira, de formas arrendondas e em óptimo estado) era de afamado arquitecto. Como é?



Foto

E muita atenção ao projecto de revitalização da Estufa Fria!


Apresentação do Projecto de revitalização da Estufa Fria, disponível aqui.

Todos são convidados a contribuir, opinando sobre a matéria, que é como quem diz, sobre:

"-Construção de uma nova estrutura na Estufa Fria;
- Reparação profunda na Estufa Doce;
- Reabilitação da estrutura existente na Estufa Quente;
- Reabilitação de patologias detectadas na Nave Central da Estufa e adjacentes.»




Foto